banner-anuncie-aqui-728x90

Jejum intermitente entra no radar de quem deseja engravidar, mas especialistas fazem alerta sobre impactos na fertilidade

Em meio ao crescente interesse por práticas de bem-estar e longevidade, o jejum intermitente deixou de ser apenas uma estratégia alimentar voltada para emagrecimento e passou a ocupar espaço em discussões mais amplas, inclusive quando o assunto é fertilidade. Cada vez mais presente na rotina de quem busca equilíbrio metabólico, o método levanta uma questão importante: até que ponto a restrição alimentar pode influenciar o desejo de ser pai ou mãe? A resposta, segundo especialistas, ainda não é simples e passa, necessariamente, por uma análise cuidadosa do funcionamento do organismo.
Isso porque o jejum intermitente, caracterizado pela alternância entre períodos de alimentação e de abstinência, provoca uma série de mudanças hormonais e metabólicas no corpo. Entre os efeitos mais conhecidos estão a redução dos níveis de insulina, que pode melhorar a sensibilidade ao hormônio e favorecer o controle glicêmico, e o aumento da produção do hormônio do crescimento, associado à regeneração celular. Por outro lado, também pode haver elevação do cortisol, conhecido como hormônio do estresse, o que, em algumas pessoas, desencadeia efeitos como irritabilidade, fadiga e alterações no sono. “Estamos falando de uma prática que mexe diretamente com hormônios importantes para o funcionamento do corpo como um todo. Quando o foco é fertilidade, esse impacto precisa ser observado com ainda mais cuidado”, explica a médica Isa Rocha, do IVI Salvador.

No campo da fertilidade, o cenário exige atenção. Em homens, alguns estudos indicam que o jejum intermitente pode contribuir para a melhora de parâmetros metabólicos e até favorecer a produção de testosterona, especialmente em casos de pacientes com sobrepeso, além de possíveis impactos positivos na qualidade do sêmen, quando associado a mudanças consistentes no estilo de vida. No entanto, o excesso pode inverter esse efeito: jejuns prolongados ou muito frequentes tendem a reduzir os níveis hormonais, afetando não só a energia e a performance física, como também a saúde reprodutiva.

Entre as mulheres, a resposta do organismo costuma ser mais sensível. A prática, sobretudo quando mais restritiva, pode interferir diretamente no eixo hormonal responsável pela ovulação, provocando alterações em hormônios como estrogênio, progesterona, LH e FSH. Na prática, isso pode se traduzir em ciclos menstruais irregulares ou até na ausência deles. Além disso, o corpo pode interpretar o jejum como um sinal de estresse e, diante disso, priorizar funções essenciais à sobrevivência, deixando em segundo plano processos como a reprodução. “Se o corpo entende que está sob algum tipo de ameaça ou escassez, ele naturalmente prioriza a sobrevivência. A ovulação pode ser impactada nesse processo”, destaca a especialista.

Há, ainda, contextos específicos que exigem uma análise mais criteriosa. Em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), por exemplo, o jejum pode trazer benefícios quando bem orientado, especialmente por ajudar na redução da resistência à insulina, um dos fatores associados à condição. Mas o efeito não é universal: dependendo da intensidade e da forma como é conduzido, a prática pode agravar desequilíbrios hormonais já existentes. Isso vale também para pessoas com alterações na tireoide, já que o jejum pode interferir no funcionamento da glândula, impactando diretamente o ciclo menstrual e a ovulação.

Diante desse cenário, a principal recomendação dos especialistas é clara: mais do que seguir tendências, é fundamental considerar a individualidade de cada organismo e buscar acompanhamento adequado antes de adotar qualquer estratégia alimentar restritiva, especialmente quando há o desejo de engravidar. Ajustes no estilo de vida podem, sim, contribuir para a saúde reprodutiva, mas nem sempre são suficientes para resolver todos os quadros de infertilidade. Nesses casos, a medicina reprodutiva surge como uma aliada importante, oferecendo investigação aprofundada e tratamentos personalizados capazes de ampliar as chances de gestação. “Como a gente sempre reforça no consultório, cada corpo se comporta de uma maneira individual. Não é porque pode aumentar a testosterona que será positivo para todos os homens, nem significa que será negativo para todas as mulheres. Cada caso precisa ser avaliado de forma personalizada, sempre com acompanhamento adequado”, conclui a Dra. Isa Rocha.

Sobre o IVI – RMANJ
IVI nasceu em 1990 como a primeira instituição médica na Espanha especializada inteiramente em reprodução humana. Atualmente são em torno de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa em todo o mundo, sendo líder em Medicina Reprodutiva e o maior grupo de reprodução humana do mundo.

Veja também:

Sobre mim

Francisco Martins

O comunicólogo atua em diferentes funções, como repórter, editor, produtor, chefe de redação, etc. Também atuar na comunicação organizacional como atividades voltadas ao Marketing, Publicidade, Relações Públicas, Cinema e Vídeo, entre outras. DRT 7333/BA

Mais vistos

  • All Post
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Geral
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Sea Adventure

Letter wooded direct two men indeed income sister impression.

Em Destaques

  • All Post
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Geral
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Categories

Tags

    Edit Template

    © 2024 – Todos os direitos reservados à  Francisco Martins