Como parte da campanha Junho Verde, instituição alerta para a importância do diagnóstico precoce e disponibiliza avaliação com acompanhamento especializado no Instituto de Saúde, no Campus Paralela
Em apoio à campanha Junho Verde, dedicada à conscientização sobre a escoliose, o curso de Fisioterapia da Unijorge oferece à população consultas para avaliação e acompanhamento especializado no Instituto de Saúde, no Campus Paralela. Os atendimentos são realizados mediante agendamento prévio.
A escoliose é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e se caracteriza por uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, envolvendo desvio lateral associado à rotação vertebral e alterações no perfil sagital. Embora possa ocorrer em diferentes fases da vida, sua identificação é especialmente importante durante a infância e a adolescência, período em que o crescimento acelerado pode favorecer a progressão da deformidade.
A fisioterapeuta e preceptora do curso de Fisioterapia da Unijorge, Priscilla Santana, explica que a escoliose pode apresentar diferentes causas, sendo classificada principalmente como idiopática, congênita, neuromuscular ou associada a outras condições específicas. A forma mais comum é a escoliose idiopática do adolescente, cuja origem é considerada multifatorial, com importante influência genética.
“Diferentemente das alterações posturais, a escoliose é uma deformidade estrutural da coluna vertebral que pode provocar assimetrias corporais visíveis, como desnivelamento dos ombros, alterações na cintura, proeminência das costelas e desequilíbrio do tronco”, explica.
Entre os sinais clínicos mais frequentes estão a assimetria dos ombros, escápulas e cintura, além da presença de gibosidade, que pode ser observada durante o Teste de Adams. Embora muitos pacientes sejam assintomáticos, alguns podem apresentar dor, desconforto e alterações estéticas. Em casos mais graves, a deformidade pode comprometer a função respiratória e impactar a qualidade de vida.
A maioria dos diagnósticos ocorre entre os 10 e 16 anos de idade, período correspondente ao pico de crescimento. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para aumentar as possibilidades de sucesso do tratamento conservador e reduzir o risco de progressão das curvas.
Uma das estratégias mais utilizadas para a triagem da escoliose é o Teste de Adams, realizado por meio da flexão anterior do tronco. A identificação de assimetrias durante a avaliação deve motivar investigação clínica especializada e, quando necessário, complementação por exames de imagem.
O tratamento é individualizado e depende de fatores como idade, potencial de crescimento, magnitude da curva, padrão da deformidade e risco de progressão. As opções terapêuticas podem incluir observação clínica, fisioterapia com exercícios específicos para escoliose (PSSE), uso de órteses corretivas e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico.
Entre os recursos conservadores mais utilizados atualmente, destacam-se os coletes corretivos tridimensionais (3D), órteses desenvolvidas para promover correções nos planos frontal, sagital e transversal da deformidade. Quando indicados de forma adequada e associados aos exercícios específicos para escoliose, os coletes 3D apresentam evidências científicas consistentes na redução do risco de progressão das curvas durante o crescimento e podem contribuir para melhores resultados clínicos e funcionais.
No Instituto de Saúde da Unijorge, os pacientes recebem acompanhamento durante todo o ano por estudantes do curso de Fisioterapia, sob supervisão de professores especializados. O atendimento inclui avaliação física detalhada, análise de exames radiográficos e elaboração de um plano terapêutico individualizado, baseado nas recomendações internacionais da SOSORT para o tratamento conservador da escoliose. Para a consulta, é necessário fazer agendamento pelo número de WhatsApp (71) 99611-6919.


